Presidiu a sessão de duas horas e conduziu o embate entre a bancada do PL e o líder do governo sem interromper nenhum dos lados. Abriu os trabalhos com um minuto de silêncio pela morte de um menino no distrito do Rio Maina.
Fez o discurso mais duro do dia, dirigido ao prefeito, com três alegações sobre a licitação dos bebedouros: empresa vencedora em quarto lugar, impugnação “nebulosa” das três primeiras e parentesco entre o dono da empresa e um servidor do setor de licitações. Teve aprovadas suas duas primeiras leis, a denominação de uma rua e a utilidade pública a uma associação de karatê.
Respondeu à bancada do PL nominalmente: creditou a Potelecki a autoridade sobre a PPP e acusou Nícola Martins de ter perdido o prazo da consulta pública, encerrada em 25 de julho. Disse que há “muita gente preocupada com 2028 esquecendo 2026”. Teve aprovadas duas denominações de rua no Porto Seco e leu em plenário a biografia dos dois homenageados.
No segundo dia de mandato, puxou o debate mais longo da sessão a partir da imagem de um morador de rua dormindo em casinha de cachorro. Protocolou requerimento cobrando prazo e planilha da transferência do Centro Pop e da Casa de Passagem para o Capão Bonito, anunciada em dezembro e agora dita “gradativa”. No requerimento do rotativo, acrescentou a questão das metas de arrecadação dos agentes.
Autor do requerimento sobre a concessão do estacionamento rotativo, depois de ser cobrado três vezes pelo mesmo período e receber erro 500 ao tentar contestar. Respondeu ao líder do governo mostrando mensagens do prefeito da tribuna. Devolveu na Comissão de Fiscalização o PE 31/2026, do qual havia pedido vista, agora pela aprovação.
Teve aprovada a audiência pública sobre o Plano Municipal de Arborização Urbana, marcada para 20 de agosto, apresentando mapa de satélite com 15 °C de diferença térmica entre bairros. No debate sobre moradores de rua, recusou a lógica de “higienização” e deslocou a cobrança para o efetivo policial, citando que a Polícia Civil opera com 52% do previsto em lei.
Conseguiu incluir o próprio PL 82/2026 na Ordem do Dia por questão de ordem e vê-lo aprovado por unanimidade no mesmo dia, a primeira lei municipal sobre climatério e menopausa. Também respondeu da tribuna, como conhecedora da rede, ao requerimento sobre o raio X quebrado da UPA da Próspera.
O vereador que mais protocolou no dia: treze indicações e cinco requerimentos, quase todos sobre o bairro Nossa Senhora da Salete, recapeamento, bocas de lobo, sinalização e calçadas. Cobrou também o raio X quebrado da UPA da Próspera e o piso das paradas de ônibus. Da tribuna, relatou ter socorrido vítimas de um acidente na sexta-feira e defendeu um projeto de primeiros socorros.
Contextualizou o debate dos moradores de rua como problema global e defendeu as ações do município, citando mais de 400 encaminhamentos para internação no ano passado. Na Comissão de Obras, detalhou o histórico da compra do Parque Empresarial Leonardo da Vinci, que ele negociou como secretário, e concordou com a anulação orçamentária deste ano, pedindo atenção ao orçamento do ano que vem.
Usou a tribuna para uma defesa da política como ofício, a partir da reconstrução dos muros de Jerusalém por Neemias: “a técnica executa, o político escolhe o caminho”. Foi reação a uma frase ouvida naquele dia sobre técnica e política. No requerimento do rotativo, classificou o caso como grave: “não estou enxergando isso aqui como um errinho”.

Valmir Dagostim2º Secretário · Presidente da Comissão de Obras· Agricultura e ferrovia
Celebrou o Dia do Agricultor com números do setor em Criciúma: cerca de 700 famílias, 10 mil pessoas dependentes e R$ 130 milhões de faturamento no ano passado. Voltou à pauta da ferrovia: diz que a nova concessão garantirá a realocação das famílias da faixa para um loteamento no Sorvetão, e que há 30 dias para apresentar os projetos.
Único ausente do plenário, com ausência justificada, retirou-se durante a sessão por questão de ordem, citando o artigo 99 do Regimento, para participar de uma reunião. Antes e depois, atuou nas comissões: foi relator do licenciamento sanitário e da cessão de uso ao Mina Brasil na Comissão de Obras, e do Refis na Comissão de Fiscalização.
Falou da tribuna pela primeira vez na semana, no debate sobre segurança. Relatou furtos recorrentes no entorno da própria casa e no bairro São Luiz, e deslocou a cobrança para o Judiciário: pessoas com “30, 40, 50 passagens” seguem sem condenação e voltam à rua como réus primários.
Trouxe dois relatos ao debate: um homem da Santa Luzia que tem família e já foi internado, mas voltou à rua e recusa trabalho; e a informação, de um sargento da PM, sobre um detido pela sétima vez que voltou a furtar no dia seguinte à soltura. Foi relator da suplementação orçamentária na Comissão de Obras.
Teve seu PL 71/2026 de educação ambiental e reciclagem nas escolas aprovado na Comissão de Obras, com elogios de três colegas ao trabalho que faz recolhendo recicláveis pela cidade. Foi relator da alteração de zoneamento na mesma comissão.
Devolveu na Comissão de Fiscalização o PL 75/2026, do qual havia pedido vista, agora com parecer pela aprovação, a campanha “Eu freio para animais”. Segue com o PL 77/2026, sobre publicação de currículos de comissionados, que não foi pautado nesta terça.
Presente à sessão e à Comissão de Fiscalização, mas declinou do horário político. Sem registro de fala nas gravações do dia.